Testemunho #7 | Cláudia

 #AmamentarEnquantoOsDoisQuiserem
Cláudia, amamentou 27 meses


O meu nome é Cláudia, tenho 36 anos e sou mãe do Miguel com 3 anos e meio, que foi amamentado até aos 27 meses.

A amamentação do Miguel foi uma etapa sem grandes complicações e vivida com muito amor e cumplicidade e sempre contou com o apoio da família, principalmente do pai.


Confesso que, quando engravidei, a questão da amamentação não me preocupou muito, porque nem sequer pensei nela e durante a preparação para o parto, o assunto foi abordado, mas pouco explorado. Mas parecia-me uma coisa natural: as mulheres tinham filhos e amamentavam-nos!

Depois de um parto sem complicações, o Miguel mamou ainda não havia decorrido uma hora do seu nascimento. Foi nesse momento que comecei a tomar consciência que aquele bebé dependia de mim e que a mama era muito mais que um alimento, era um conforto, uma segurança!

Nos primeiros dias era um bebé algo preguiçoso, que adormecia frequentemente, e chegava a estar uma hora a mamar. Depois vieram as cólicas e a mama passou a servir também de chupeta, já que esta sempre foi recusada. Ao relembrar estes tempos, recordo que houve dias em que o cansaço era muito, mas nunca pus em causa a amamentação em livre demanda. Mais do que o que lia e do que ouvia, segui sempre o meu instinto e, cada vez mais, estava ciente dos benefícios da amamentação prolongada, quer para o bebé, quer para a mãe.

Assim, mantivemos a amamentação em exclusivo até aos seis meses e, mês após mês, fomos chegando aos vinte e quatro. Era esta a meta que foi traçada, já com o percurso a decorrer. No entanto, não queria que o desmame fosse abrupto e a amamentação manteve-se durante mais algum tempo, ainda que só acontecesse antes de dormir e durante a noite. Com algum peso na consciência, comecei a oferecer um copinho de leite ao adormecer, na esperança de reconquistar as minhas noites de sono seguido e, durante cerca de quinze dias, o Miguel continuou a mamar durante a noite, até que começou a dormir noites inteiras!

Sei que fui uma privilegiada: o meu filho sempre fez uma boa pega, aumentava bem de peso e nem os dentinhos causaram estragos! A decisão de parar de amamentar foi minha, mas só o consegui fazer porque o Miguel deixou!

O importante é seguir o nosso instinto, é respeitar as escolhas de cada um e, sobretudo, fazê-lo com Amor!

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