A Luta pela Igualdade

Feliz Dia Internacional da Mulher!

No dia de hoje muito se fala sobre os direitos da Mulher e sobre a eterna luta pela igualdade, que travamos, muitas vezes de forma inglória. E, enquanto houver necessidade de se falar sobre isto, é porque ainda é importante que se assinale esta data.

Ao contrário do que algumas citações, supostamente minhas, dão a entender, este é um tema que muito me preocupa.

Saber que há oportunidades que são negadas a alguém por ser Mulher, saber que há comportamentos condenáveis em Mulheres, por serem mulheres e incentiváveis em homens, por serem Homens, revolta-me profundamente!

Na minha opinião, devemos, acima de tudo, defender a igualdade de oportunidades, a igualdade na liberdade de escolha, a igualdade perante a justiça.
Porque a verdade é que somos todos diferentes: homens e mulheres, homens e outros homens, mulheres e outras mulheres. E não deve ser o nosso género a ditar o que podemos/devemos fazer ou não! 

A luta pela igualdade não pode passar por tentar transformar mulheres em homens. Devemos celebrar e aceitar as nossas diferenças. Devemos tirar partido dessas diferenças e da complementariedade que trazem.

E não há exemplo mais perfeito para ilustrar o que eu quero dizer do que a Parentalidade. Não há a mínima dúvida de que Pai e Mãe são fundamentais na vida dos Filhos. Mas, também ninguém põe em causa que cada um tem o seu papel. E não há luta pela igualdade que possa mudar isso: as Mães é que geram os Filhos, durante 40 semanas; os amamentam; os acalmam nos primeiros tempos. Os Pais desafiam-nos; ajudam-nos a explorar e a experimentar.

Quando comecei a petição para aumentar a licença de maternidade para os 6 meses não tinha noção do impacto que a minha iniciativa iria ter.

Comecei-a por acreditar que é, de facto, o melhor para os nossos Bebés. Comecei-a por ser minha convicção que reclamar do que não temos, não nos leva a lado nenhum. Comecei-a por querer que se pensasse neste assunto, de forma integrada. Comecei-a por ter sido um assunto que me tocou, pessoalmente!

Enquanto Sociedade, não podemos querer que as Famílias dediquem mais tempo aos Filhos e, simultaneamente, penalizar os Pais e Mães que o querem fazer. E este tem de ser um tema debatido por todos. O aumento da licença de maternidade é apenas a ponta do icebergue, num tema que ainda tem muito por onde se desenvolver. Sim, é verdade que os Pais também querem estar mais tempo com os Filhos, sim é verdade que há muitos outros aspetos que precisam ser alterados para, de facto, se incentivar a natalidade (assim, de repente, berçários e creches acessíveis a todas as Famílias; assistência a Filhos doentes, para Famílias com mais do que um Filho, com uma duração mais próxima das reais necessidades das Crianças; tempo para acompanhar as crianças, durante a semana, que vá além do jantar, banho e cama, que já é tarde e no dia seguinte têm que se levantar cedo; ...).
Mas tem de se começar por algum lado!

A adesão à petição, que, em apenas 3 dias reuniu 5.500 assinaturas, mostra que dei voz ao que muitas Famílias acreditam ser o melhor para si.

E, exercer o direito à Maternidade, sem penalizar a vida profissional da Mãe é uma luta que também precisa ser travada! Tem que ser, também, um direito da Mulher!

(Sim, os Homens também têm que travar essa luta! E eu comprometo-me a apoiar!)


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