O Pior Dia da Minha Vida

Rodrigo 💝
 
 
Não há palavras para descrever o susto que eu apanhei ontem!
 
O Rodrigo adormeceu no meu colo, eu deitei-o no sítio dele, na sala e, ao contrário do que é habitual, ele não acordou imediatamente!
 
E eu aproveitei o intervalo...
Aproveitei para ir adormecer o Miguel que estava há duas horas, na cama, perdido de sono, a lutar contra o João Pestana (e no colo adormeceu, literalmente, em dois minutos - às vezes é fácil esquecer-nos que ele ainda é um bebé, que também precisa de colinho).
Aproveitei para ir plantar as duas plantas que tínhamos comprado ao início da tarde, para completar a nossa horta.
Aproveitei para tomar um café, sentada na varanda a apanhar sol na cara.
 
Quando chegou a hora do Rodrigo mamar ele reclamou um bocadinho e eu fui para perto dele. Ele voltou a adormecer, mesmo antes de eu lá chegar. Estava com um ar tão pacífico que eu fui buscar a máquina para lhe tirar algumas fotos.
 
Era o que eu estava a fazer quando ele se engasgou.
Virei-o de lado e ele continuava engasgado.
Levantei-o e ele continuava engasgado.
Virei-o de barriga para baixo, a dar palmadinhas nas costas, e ele continuava engasgado.
Insisti e ele continuava engasgado.
De olhos arregalados, a olhar para mim em súplica, e ele continuava engasgado.
Com o corpo teso, esticado, e ele continuava engasgado.
Não sei quanto tempo passou. Uns segundos, não mais de 1 ou 2 minutos. Uma eternidade, onde tudo parecia estar em slow motion. Onde me senti impotente, desesperada, angustiada... Onde implorei para que tudo passasse rápido e ele conseguisse respirar novamente...
Liguei para o 112.
Para mim, demoraram uma eternidade a atender. 3 toques.
E ele continuava engasgado!
 
Disseram-me para tentar novamente pô-lo ao alto, encostado a mim, a dar pancadinhas nas costas.
Muito lentamente ele foi voltando a respirar. A ajuda estava a caminho.
 
O Papá chegou a casa e eu permiti-me chorar!
 
Quando os bombeiros chegaram ele já estava a respirar bem, mas tinha adormecido, provavelmente exausto do susto que também ele apanhou!
Perguntaram-me se queria ir na mesma ao hospital e eu disse que sim, só para ter a certeza que estava mesmo tudo bem. Que podia, também eu, voltar a respirar.
 
Diz o protocolo que nestes casos os bebés têm de ficar em observação. E por isso passámos a noite no hospital. Seguros. Ainda assim, não consigo fechar os olhos sem ver a expressão de aflição do meu bebé. E o meu sentimento de impotência.
 
E, claro, começam os "E se..."!
E se eu ainda estivesse a adormecer o Miguel...
E se eu ainda estivesse a tratar das plantas...
E se eu ainda estivesse a tomar o meu café...
E se...
 
Nas últimas 24h devo ter envelhecido uns 30 anos!
Espero que nunca tenham de passar por isto! Espero nunca mais ter de passar por isto!
 
Felizmente, tudo não passou de um enorme susto!

Agora já estamos em casa e eu vou ter de aprender a viver com o susto que apanhámos...

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