Bullying

O vídeo de um jovem a ser cercado por um grupo de colegas e agredido por duas raparigas pôs o tema na ordem do dia.

É verdade que este fenómeno sempre existiu e acontece todos os dias na escola, no trabalho e até em casa. E não se cinge à violência física!

Quando eu era miúda, não se dava um nome à coisa. Eram, simplesmente, miúdos parvos que gostavam de chatear os colegas. Lembro-me de alguns episódios que se passaram comigo. Eu era uma miúda sossegada, boa aluna, usava óculos e não suportava injustiças. E, ora por causa da roupa que vestia, ora por me meter e evitar uma agressão de um grupo a dois colegas, ora por ser a aluna nova, a verdade é que passei por situações que faziam com que não ansiasse ir para a escola no dia seguinte. Felizmente, sempre contei tudo à minha Mãe e sempre tive o apoio necessário para ultrapassar cada situação, quer fosse com respostas que podiam ajudar a bloquear novos comentários, como com a intervenção direta tanto da minha Mãe, como do meu Pai, se a coisa ultrapassasse os limites do razoável, como aconteceu quando o grupo que quis bater em dois colegas, virou as suas atenções para mim e até telefonemas para casa a insultar faziam.

E não se pense que este é um flagelo da escola pública. Dois dos casos que eu mencionei aconteceram num colégio! Não é o facto de ter dinheiro que faz com que as pessoas sejam equilibradas. Sim, porque os agressores são pessoas desequilíbradas. Falta-lhes, entre outras, uma coisa muito importante: empatia! Conseguir colocar-se no lugar do outro e perceber o que os seus atos estão a provocar! E essa é uma capacidade fundamental para que as pessoas possam ser felizes, possam construir relações saudáveis.

Como Mãe há uma coisa que me aflige: que os meus Filhos possam também ser vítimas de bullying. Ou pior, que sejam bullies!

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