Uma Horinha Pequenina

Quando se está grávida, no fim do tempo, toda a gente gosta de desejar "uma boa hora" ou "uma hora pequenina". Apesar de preferir, claramente, a segunda expressão, a minha resposta era sempre a mesma: "Eu não preciso de uma hora! Cinco minutos chegam-me perfeitamente" ;)

Não sei se foi por ter dito isso muitas vezes (quem faz uma barriga como a que eu fiz, começa a ouvir essas coisas muito cedo...), ou porque sou extremamente sortuda, a verdade é que voltou a ser tudo muito rápido!

Já o parto do Miguel tinha sido rápido. A única coisa que podia melhorar em relação à primeira experiência era se conseguisse tomar a epidural... Mas, eu confesso que não tinha muitas esperanças! Acho que, como da primeira gravidez achei sempre que ia conseguir parar as injeções de heparina, não me preparei psicologicamente para um parto sem anestesia. Desta vez nem pensei que iria conseguir tomar a epidural. Até porque parar as injeções significa uma de duas coisas: ter a sorte de entrar em trabalho de parto pouco antes de tomar uma injeção (e já não tomar nesse dia) ou programar o parto. Ora, confiar na sorte foi o que fiz da primeira vez e não resultou. Para programar o parto é preciso chegar pelo menos às 38 ou 39 semanas. Isso, para quem tem o colo do útero encurtado (estive grande parte da gravidez em casa, com gravidez de risco) e às 33 semanas e 6 dias, com 50% do colo extinto e um dedo de dilatação, e aconselhada a descansar ainda mais, pelo menos até às 35 semanas (segundo a médica, apesar de só serem bebés de termo às 37 semanas, se nascerem, por vontade própria, a partir das 35, regra geral nem precisam de incubadora).

Por isso, quando, surpreendentemente (talvez possa agradecer à pubalgia a que tive direito desta vez, que, como me doía bastante, fazia com que eu me mexesse o mínimo possível...) cheguei às 37 semanas e 6 dias, a médica disse que íamos provocar o parto no dia seguinte e, por isso, devia parar as injeções, eu nem queria acreditar! Ia conseguir tomar a epidural (até fiz a "dança da epidural" quando saímos do consultório!).

Se não fosse antes, às 8h30 devia ir para o hospital para me provocarem o parto. Por volta das 6h da manhã acordei com contrações. Arranjei-me e depois acordei o Ricardo e o Miguel. Quando deixámos o Miguel na Avó, as contrações já doíam um bocado. Nessa altura preocupei-me! Do Miguel, quando as contrações começaram a doer, já estava quase na hora. Já me estava a imaginar chegar ao Hospital e dizerem-me que o Rodrigo já estava quase cá fora e já não podia tomar a epidural...

Mas não! Cheguei lá às 8h30, tomei a epidural e nem precisei que me provocassem o parto, porque cheguei lá sozinha :)

E às 14h tinha o Rodrigo nos braços ♡♡♡♡!

Mas que diferença que é o parto com epidural! Assim sim! Se eu já achei o parto do Miguel fácil (apesar das dores), o do Rodrigo foi um passeio no parque ;)

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