As (in)evitáveis birras

Como todas as crianças, o Miguel está a começar a fazer as suas birrices. Para já têm sido relativamente fáceis de ultrapassar, mas como tenho ideia que esta fase se prolonga por algum tempo, tenho tentado ler algumas coisas sobre o assunto.

O último artigo que li foi este, publicado na Maria Capaz. Aliás, eu sigo o blog da autora deste artigo e costumo ler artigos muito interessantes. O fio condutor do que ela escreve é que nos devemos colocar na pele da criança para perceber o que a leva a fazer determinadas coisas. É claro que, por um lado, isso parece demasiado óbvio para ter que se ler sobre o assunto, mas, por outro lado, às vezes é extraordinariamente difícil de fazer, no calor do momento.

A vantagem de ler sobre o assunto é que, quando estou prestes a perder a paciência (que grávida, no fim do tempo, nem sempre é muita...), consigo respirar fundo e contar até 10. Nessa contagem consigo colocar-me no lugar dele e perceber de onde vem o "NÃO" que ele tanto gosta de dizer. Também consigo procurar uma forma de resolver a questão. E quando digo resolver, não estou a querer dizer que consigo sempre que ele se cale, ou que concorde comigo, ou faça o que eu quero, quando eu quero. Às vezes passa por ter de reforçar o que lhe tinha dito (não vamos ver mais Mickey hoje, temos de sair do banho, acabou o passeio, etc), mas mostrando-lhe que percebo que ele esteja chateado. Quando ele continua a chorar digo-lhe sempre que não gosto quando ele faz birras e para ele me avisar quando passar (normalmente com ele no colo).

Para já tem resultado e, passado pouco tempo, já está a fazer charminho e a ser o doce que ele costuma ser :)

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