As Últimas Vezes



No primeiro ano de vida de um bebé a quantidade de "primeiras vezes" é avassaladora! O primeiro beijo, a primeira hora, o primeiro colinho, a primeira mamada, a primeira noite, o primeiro dia, a primeira injeção, o primeiro banho, o primeiro passeio de carro, a primeira noite em casa, o primeiro banho em casa, a primeira semana, o primeiro mês, o primeiro sorriso, a primeira papa, a primeira sopa, a primeira doença, a primeira viagem, o primeiro dia de trabalho, o primeiro dentinho, a primeira palavra, a primeira birra, o primeiro aniversário, ... Enfim, a lista é interminável! E todas essas "primeiras vezes" nos mostram como o nosso bebé, que era tão pequenino, se está a tornar um menino crescido, a conhecer o Mundo e as pessoas que o rodeiam, a ter vontade própria!


E tudo isto a uma velocidade estonteante, muitas vezes angustiante, principalmente porque a sensação que fica é que nem conseguimos saborear tudo convenientemente!

Quando somos miúdos o tempo parece que não passa! Demora imenso a ir de um aniversário ao outro! E o Natal, então?! Parece que demora uma eternidade a chegar!
Alcançar os 12 anos demora uma vida... E mais outra para os 18! Depois, entramos na faculdade e o tempo acelera um bocadinho: ainda não descansámos de uma época de exames e já temos outra à perna! ;)
Ainda assim, é um ritmo aceitável, com tempo para nos ajustarmos às várias alterações e mudanças que vão surgindo.

Mas nada se compara à velocidade do tempo, quando temos um filho!
Cada dia que passa, o Miguel está mais crescido...Olho para ele e já mal me lembro do recém-nascido adorável, que ficava horas a olhar para mim, com o ar mais meigo que já vi!
Mais do que pela quantidade de "primeiras vezes" a que já tivemos direito, vemos como ele está crescido pelas "últimas vezes" que já temos: última noite no quarto dos Pais, última mamada, último banho na banheira de bebé, além das últimas vezes da roupa que deixa de servir...

E sempre com aquela sensação de filme em fast forward, numa velocidade impressionante, onde nem tempo temos para respirar e apreciar o momento! Eu sempre achei que me adaptava bem à mudança e a novas realidades, mas, já aqui o disse e repito, neste último ano tenho tido dificuldade em acompanhar o ritmo ;)

Acho que é por isso que, para os Pais, os Filhos são sempre crianças. De acordo com o tempo que os Pais acham que precisariam para apreciar cada momentos dos seus Filhos eles teriam sempre, pelo menos, metade da idade que realmente têm...

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